Distribuição dos Golfinhos no Mundo: Embora a palavra golfinho se utilize para designar uma grande quantidade de cetáceos, como sucede no caso dos golfinhos de rio da família dos Platanistídeos, o seu emprego correto restringe-se habitualmente aos componentes da família dos Delfinídeos. Os diferentes autores tratam esta família de diferentes maneiras. Na presente exposição seguimos a classificação de Simpson, que compreende um pouco mais de sessenta espécies.

O golfinho-de-bico-comprido (Steno Bredanensis) tem uma ampla distribuição, encontrando-se nas zonas quentes dos oceanos Atlântico, Pacífico e Indico, assim como na baía de Bengala e nos mares Vermelho, Mediterrâneo e das Caraíbas. Os seus hábitos são totalmente desconhecidos. Em águas quentes, salgadas e doces, desde a China até à África, habitam cerca de cinco espécies do gênero Sousa, cujo aspecto recorda, bastante o do conhecido roaz-corvineiro. Muito mais de água doce, as cinco espécies do gênero Sotalia habitam as costas das Guinas e do Brasil, ocupando inteiramente a bacia do Amazonas. De muito vasta distribuição são as espécies do gênero Stenella, que vivem praticamente em todas as águas quentes. Muito características são algumas espécies, chamadas golfinhos-salpicados por possuírem uma coloração manchada.

Os mais conhecidos golfinhos são os pertencentes ao gênero Delphinus, dos quais o golfinho-comum(Delphinus Dalphis), o mais freqüentemente representado nos frescos gregos, habita todas as águas quentes e temperadas do mundo. Começou há pouco se ver nos aquários um estranho e simpático golfinho que pode chegar a medir mais
de 4 metros de comprimento e de face e focinhos inconfundíveis. Trata-se do grampo (Grampus griseus), também chamado golfinho-cinzento. O golfinho mais utilizado em experiências e exibições tem sido o roaz-corvineiro (Tursiops Truncatus), que se pode encontrar em todos os mares do mundo. Embora menos brincalhões, foram também empregados os golfinhos-raiados (cinco espécies do gênero Lagenorhynchus), que parecem ser de uma extraordinária sociabilidade, pois se associam com muita freqüência a outras espécies. Muito pouco conhecidos são os golfinhos do gênero Feresa, dos quais parecem existir duas espécies diferentes. A sua distribuição é provavelmente mundial. Nas águas dos oceanos do hemisfério sul habitam uns curiosos golfinhos de pequeno tamanho, de 1,80m de comprimento máximo, chamados golfinhos-pios ou de Commerson (Cephalorhynchus commersonii), que são os únicos golfinhos de pequeno tamanho que têm uma coloração branca e negra. Preferem viver em águas frias e nada se conhece dos seus hábitos. Igualmente conspícua é a colocação branca e negra do gigante da família, o roaz-de-bandeira (Orcinus Orca), sem dúvida o mais temível predador que a vida produziu no nosso planeta; encontra-se principalmente nos oceanos Ártico e Antártico, embora viva igualmente em qualquer outro mar. Semelhante a ele, mas muito menor, é o roaz-negro (Pseudorca crassidens), também de ampla distribuição.
O golfinho do rio Irrawaddy (Orcaella brevirostris) habita as costas quentes do Sudoeste asiático, penetrando no rio que lhe dá o nome até 1400 Km da costa. Foi visto na baía de Bengala, Tailândia, Java, Bornéu, estreito de Malaca e na costa leste da península malaia. Geralmente vive em pequenos grupos que costumam acompanhar as embarcações do rio. De aspecto semelhante, mas muito maiores, várias espécies de baleotes ou baleias-piloto (gênero Globicephala) distribuem-se por todas as águas do mundo, exceto os mares polares. Talvez os mais estranhos componentes da família sejam as duas espécies de golfinhos-baleia (gênero Lissodelphis), caracterizados pela ausência de barbatana dorsal; aparentemente têm uma distribuição mundial. Mas talvez o golfinho menos conhecido seja o golfinho do Bornéu (Lagenodelphis hosei), do qual apenas se possui o esqueleto de um espécime capturado no rio Lutong, no bornéu. O nome genérico alude à mistura de características que esta espécie parece possuir dos gêneros Lagenorhynchus e Delphinus. As toninhas-comuns (gênero Phocaena) estão entre os cetáceos mais conhecidos pelo homem, devido ao facto de serem abundantes nas costas, penetrando mesmo em muitos rios, nos quais chegam a criar. Existe uma grande confusão no emprego das palavras golfinho e toninha. Corretamente este ultimo nome restringe-se aos pequenos golfinhos, cujo focinho não está prolongado em bico, mas ingleses e americanos utilizam as duas palavras como sinônimos.

Texto retirado de "A FAUNA" edição Alfa






 

..
Está página foi desenvolvida e será mantida por Ana Cristina de Resende Ferreira Alves - Rio de Janeiro/RJ- Brasil. Para atualização de matérias, colaborações sobre o assunto e para maiores informações, entre em contato através do
e-mail
anacristina0206@aol.com.










O Enigma dos Golfinhos</tille> </body> </html>